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Conheça as abordagens terapêuticas mais indicadas para tratar essa condição

O pectus excavatum é um crescimento anormal do esterno (osso do peito) para dentro. Isso cria uma depressão visível e, às vezes, grave na parede torácica. A cirurgia, seja ela aberta ou minimamente invasiva, pode tratar o pectus excavatum nos casos mais graves ou quando outros tratamentos não apresentaram resultados. 

O texto a seguir explica como tratar pectus excavatum por diferentes abordagens terapêuticas. 

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Tratamentos não cirúrgicos 

As abordagens não cirúrgicas para tratar pectus excavatum incluem a terapia com dispositivo de vácuo, fisioterapia e exercícios físicos específicos, nos casos de pectus excavatum leves e moderados. 

  • Terapia com dispositivo de vácuo: este tipo de terapia para tratar pectus excavatum consiste na colocação de um dispositivo em forma de ventosa ou sino na região anterior do tórax junto ao defeito. O dispositivo utiliza sucção para tracionar suavemente as estruturas rígidas (osso esterno e costelas) para a frente e deve ser usado por uma ou mais horas por dia, durante cerca de 12 a 15 meses;
  • Fisioterapia respiratória e postural: foca no fortalecimento da musculatura torácica e melhora da expansão pulmonar;
  • Exercícios físicos específicos: alongamentos e atividades que favoreçam a postura corporal são indicados para tratar pectus excavatum sem a necessidade de cirurgia.

Tratamentos cirúrgicos 

Entre os procedimentos cirúrgicos para tratar pectus excavatum, destacam-se: 

  • Técnica de Nuss: Esta técnica minimamente invasiva consiste na utilização de uma barra metálica sob o esterno através de uma pequena incisão na lateral da caixa torácica. Essa barra pressiona o esterno para a frente e permanece no local por alguns anos. É indicada para pacientes com pectus excavatum grave ou cuja condição não melhore com tratamento não cirúrgico.
  • Técnica de Ravitch: Esta é a técnica considerada convencional ou aberta, pois foi descrita há mais de 60 anos. Esta forma de tratar pectus excavatum é indicada em casos específicos e consiste na remoção das cartilagens costais e reposicionamento do esterno. As cartilagens costais, que articulam entre as costelas e o esterno, são removidas e o osso esterno pode ser fraturado para reposicionamento adequado. Eventualmente, um suporte pode ser necessário para manter o esterno na posição mais adequada. À medida que a nova cartilagem cresce, o tórax e as costelas permanecem planos.

Quando a cirurgia é indicada? 

A cirurgia pode ser a opção indicada para tratar o pectus excavatum quando o paciente apresenta sintomas e/ou psicológicos decorrentes da condição e quando tratamentos conservadores não apresentaram os resultados esperados. 

O melhor momento para a correção do pectus excavatum é entre os 10 e 14 anos de idade, quando a parede torácica ainda é flexível.

Considerações importantes 

A abordagem de tratamento do pectus excavatum deve ser totalmente personalizada para atender às necessidades individuais e considera:

  • Idade do paciente;
  • Gravidade da deformidade;
  • Sintomas apresentados.

Em crianças, a intervenção precoce com fisioterapia e acompanhamento especializado pode trazer resultados positivos. No entanto, em muitos casos, opta-se por aguardar até a adolescência para a correção cirúrgica para tratar o pectus excavatum, aproveitando o período de crescimento e desenvolvimento corporal, o que pode otimizar os resultados.

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Perguntas frequentes 

A seguir, relacionamos as dúvidas mais comuns em relação ao tratamento do pectus excavatum.

Como posso tratar pectus excavatum sem cirurgia?

O tratamento do pectus excavatum não cirúrgico inclui as seguintes opções:

  • Fisioterapia;
  • Exercícios físicos;
  • Terapia com dispositivo de vácuo.

Quanto custa o tratamento de pectus excavatum?

O custo para tratar o pectus excavatum varia de acordo com o tipo de tratamento, a gravidade do caso, a necessidade de cirurgia e o local onde será realizado. Procedimentos cirúrgicos tendem a ter custos mais elevados, especialmente quando envolvem internação hospitalar.

O que piora o pectus excavatum?

Má postura, sedentarismo e crescimento rápido durante a adolescência podem acentuar a deformidade.

Fontes

Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica

Cleveland Clinic

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