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Entenda o que é o pectus excavatum e quando a cirurgia é indicada

Também conhecido como “peito de sapateiro” ou “peito escavado”, o pectus excavatum consiste em uma deformidade no tórax caracterizada por uma depressão do esterno e das costelas para dentro do peito. Em muitos casos, a cirurgia de pectus excavatum é indicada para corrigir a alteração, melhorar a função respiratória e cardíaca e promover mais qualidade de vida ao paciente.

Saiba mais sobre esse procedimento continuando a leitura deste texto.

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O que é pectus excavatum?

O pectus excavatum é uma condição na qual o osso esterno fica afundado na região torácica. Esse afundamento geralmente pode ser observado logo após o nascimento. Caso ele persista durante o crescimento da criança, o centro do tórax pode parecer escavado, deixando uma depressão ou reentrância profunda.

Além de afetar a aparência do tórax, o pectus excavatum também pode causar sintomas como falta de ar, dor no peito e palpitações, batimentos cardíacos acelerados ou fortes. Os sintomas tendem a piorar durante o estirão de crescimento da adolescência. A cirurgia de pectus excavatum pode melhorar os sintomas e a aparência do tórax.

Técnicas cirúrgicas principais

A cirurgia de pectus excavatum pode ser realizada através do reforço interno do esterno para a frente, procedimento denominado de Nuss ou Reparo Minimamente Invasivo do Pectus Excavatum (MIRPE). Nesta técnica minimamente invasiva, o cirurgião insere barras metálicas no tórax para reposicionar o esterno. As barras permanecem no local por alguns anos até que o tórax se adapte ao novo formato.

Alternativamente, o esterno pode ser trazido para a frente através de uma “quebra e reposicionamento” da parede torácica, conhecido como procedimento de Ravitch. Trata-se de uma técnica mais invasiva (cirurgia aberta) que envolve a remoção de cartilagens deformadas que ligam as costelas à parte inferior do esterno, e sua fixação na posição correta com a ajuda de implantes cirúrgicos. Esses implantes podem incluir uma haste metálica ou telas de suporte. Essa abordagem, pouco usada atualmente, costuma ser indicada em casos mais complexos ou quando a técnica minimamente invasiva não é recomendada.

Indicações e pós-operatório

A cirurgia de pectus excavatum é uma opção importante a ser considerada no tratamento da deformidade, mas deve sempre ser avaliada com cautela. Em geral, a cirurgia de pectus excavatum é indicada para melhorar a aparência da parede torácica.

A indicação pode também ocorrer quando a deformidade é tão grave que causa dor no peito e limita a respiração, principalmente em adultos. 

A cirurgia de pectus excavatum é realizada principalmente em crianças de 12 a 16 anos, mas não antes dos seis anos. Também pode ser feita em adultos no início dos 20 anos.

Nas primeiras 24 horas após a cirurgia de pectus excavatum, é recomendado repouso absoluto. A partir do segundo dia, o ideal é permanecer fora da cama o maior tempo possível. Também é indicado realizar reabilitação pulmonar com respirações profundas para auxiliar na expansão pulmonar e na recuperação. As medicações prescritas neste período são voltadas para o controle da dor e de possíveis náuseas.

Atividades físicas mais intensas só poderão ser iniciadas ou retomadas após dois meses, conforme orientação médica.

Quando a crosta da cicatriz começar a se desprender naturalmente, deve-se aplicar uma fina camada de pomada duas vezes ao dia, mantendo esse cuidado por cerca de três meses. Além disso, a cicatriz não deve ser exposta ao sol por, no mínimo, seis meses. 

Quais são os custos da cirurgia de pectus excavatum?

Os custos da cirurgia de pectus excavatum são variados, pois dependem da técnica utilizada, do hospital, da equipe médica, do tempo de internação e do tipo de material empregado, como as barras metálicas. 

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Perguntas frequentes 

A seguir, selecionamos as perguntas mais frequentes em relação à cirurgia de pectus excavatum.

Quais os riscos da cirurgia de pectus excavatum?

Os riscos da cirurgia de pectus excavatum incluem: 

  • Reações a medicamentos;
  • Problemas respiratórios;
  • Sangramento;
  • Coágulos sanguíneos;
  • Infecção; 
  • Lesão cardíaca;
  • Colapso pulmonar;
  • Dor;
  • Deslocamento das barras (no caso da cirurgia de Nuss);
  • Retorno da deformidade.

O SUS faz cirurgia de pectus excavatum?

O Sistema Único de Saúde (SUS) pode realizar a cirurgia de pectus excavatum em casos selecionados, principalmente quando há comprometimento respiratório ou cardíaco. A disponibilidade do procedimento pode variar conforme a região e a estrutura dos serviços de saúde, sendo necessária avaliação em centros de referência.

Quanto tempo demora uma cirurgia de pectus excavatum?

Conforme dito anteriormente, a cirurgia de pectus excavatum pode ser feita por duas técnicas diferentes – aberta ou com pequenas incisões. A escolha impacta no tempo de demora para sua realização. No entanto, a cirurgia de pectus excavatum pode durar de uma a quatro horas. 

Fontes

Cleveland Clinic

Medline Plus

Revista Brasileira de Cirurgia Plástica

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