Deformidades torácicas afetam a autoestima e podem trazer prejuízos graves à saúde, em casos severos
As deformidades torácicas conhecidas como Pectus afetam a parede do tórax, impactando não apenas a estética, mas também funções respiratórias e cardíacas em casos mais severos. Compreender os tipos de Pectus é essencial para identificar precocemente esses problemas, que podem surgir na infância ou adolescência e persistir na vida adulta.
Neste conteúdo, exploraremos o que é essa condição, detalhando seus tipos mais comuns e explicando como avaliar a gravidade do quadro.
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O que é o Pectus?
O Pectus refere-se a um grupo de deformidades congênitas da parede torácica, onde o osso esterno (esterno) e as costelas crescem de forma anormal, alterando a forma do tórax. Essa condição pode ser familiar e se manifestar desde o nascimento. No entanto, geralmente elas se tornam mais evidentes durante a adolescência. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica, o Pectus afeta cerca de 1 em cada 300 a 400 nascimentos, sendo mais comum em meninos.
Os tipos de Pectus variam em apresentação, mas todos podem causar compressão em órgãos internos, como pulmões e coração, levando a fadiga, falta de ar e menor desempenho físico. Em casos leves, o impacto é principalmente psicológico, com baixa autoestima devido à aparência. O diagnóstico precoce permite intervenções que vão desde monitoramento até cirurgias corretivas, como a técnica de Nuss.
Tipos de Pectus
Existem vários tipos de Pectus, mas os mais comuns são classificados com base na direção da deformidade: se o tórax é afundado ou proeminente. Cada um dos tipos de Pectus apresenta características únicas, sintomas variados e opções de tratamento específicas. Abaixo, detalhamos os principais tipos dessa condição.
Pectus excavatum
O Pectus excavatum é um dos tipos de Pectus mais frequentes, representando cerca de 90% dos casos, segundo dados da American Thoracic Society. Nesse tipo, o esterno afunda para dentro do tórax, criando uma aparência de “peito escavado” ou “em funil”. Essa deformidade pode comprimir o coração e os pulmões, causando sintomas como falta de ar e cansaço aos esforços.
Em crianças, o Pectus excavatum muitas vezes piora durante o crescimento acelerado da adolescência. Tratamentos incluem exercícios fisioterapêuticos para casos leves ou cirurgia minimamente invasiva, como a inserção de barras metálicas para reposicionar o esterno.
Pectus carinatum
Outro dos tipos de Pectus comuns é o Pectus carinatum, também conhecido como “peito de pombo” ou “em quilha”, afetando cerca de 5% a 10% dos pacientes com deformidades torácicas. Aqui, o esterno protrui para fora, formando uma protuberância no centro do peito, frequentemente assimétrica.
Diferentemente de outros tipos de Pectus, o carinatum é mais visível e pode causar dor torácica ou rigidez muscular, além de impactos emocionais como constrangimento social. Fatores como escoliose associada agravam o quadro. O tratamento conservador inclui o uso de órteses compressoras para remodelar o tórax em jovens, enquanto adultos podem precisar de cirurgia aberta.
Pectus misto ou arcuatum
Entre os tipos de Pectus menos comuns, mas relevantes, está o Pectus Misto ou Arcuatum, uma combinação de excavatum e carinatum, ou uma forma arqueada com protrusão superior e depressão inferior. Esse tipo representa uma minoria dos casos, mas pode ser mais complexo devido à irregularidade.
Sintomas incluem dificuldades respiratórias e dores crônicas, exigindo avaliação multidisciplinar. Tratamentos variam de observação a cirurgias híbridas. Embora raro, reconhecer o Pectus misto como um dos tipos de Pectus é crucial para planos terapêuticos eficazes, especialmente em contextos de transplante pulmonar, em que a estrutura torácica afeta a função ventilatória.
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Como identificar a gravidade do Pectus
Identificar a gravidade do Pectus é fundamental para decidir o melhor momento de intervenção, diferenciando casos leves de graves. Em graus leves, como em tipos de Pectus iniciais, a deformidade é sutil, com poucos sintomas além de questões estéticas — o índice de Haller (medido por tomografia) fica abaixo de 3,25. Pacientes podem conviver sem tratamento, realizando o monitoramento da condição com exames anuais.
Já em casos graves, os tipos de Pectus apresentam depressões ou protrusões pronunciadas, com índice de Haller acima de 3,25 e deformidade muito grande e impactante com efeito psicológico e de qualidade de vida importante, além dos possíveis sinais clínicos já discutidos.
Como saber qual tipo de Pectus você tem?
Determinar qual dos tipos de Pectus você tem requer avaliação profissional, pois sintomas isolados podem confundir com outras condições torácicas. Comece observando a forma do tórax: se afundado, sugere excavatum; se proeminente, carinatum. No entanto, a autoavaliação não substitui exames. Consulte um cirurgião torácico para exame físico inicial, seguido de raio-X para visualizar a estrutura óssea e tomografia para detalhes tridimensionais.
Na TxTórax, realizamos diagnósticos integrados, incluindo testes funcionais pulmonares, especialmente para pacientes encaminhados de hospitais. Se houver histórico familiar ou sintomas respiratórios, busque atendimento precoce. Lembre-se: identificar os tipos de Pectus corretamente permite tratamentos como órteses ou cirurgias, melhorando não só a aparência, mas também a saúde geral. Agende uma consulta para esclarecer dúvidas e iniciar seu caminho rumo ao bem-estar.
Fontes:



