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Entenda o que é o pectus excavatum, por que ele ocorre e quais são as formas de corrigir essa deformidade do tórax

Pectus excavatum, também conhecido como tórax escavado, é uma condição na qual o osso esterno (osso do peito) cresce para dentro, resultando em uma aparência afundada da parede torácica. O pectus excavatum costuma ser aparente desde a primeira infância e pode piorar significativamente durante a adolescência.

Saiba mais sobre essa condição continuando a leitura deste texto.

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O que é pectus excavatum?

O pectus excavatum é uma malformação da parede torácica na qual várias costelas e o esterno crescem de forma anormal, resultando em uma aparência afundada ou côncava. É uma deformidade congênita relativamente comum.

Causas e fatores de risco

A causa do pectus excavatum não é bem compreendida; no entanto, acredita-se que esteja relacionada ao crescimento irregular da cartilagem que conecta o esterno às costelas. 

A condição é mais comum em homens do que em mulheres, bem como em pessoas com histórico familiar de pectus excavatum (aproximadamente 40% das pessoas com pectus excavatum têm um ou mais familiares com a mesma malformação). 

Embora a maioria dos casos não esteja associada a nenhuma outra condição, o pectus excavatum pode ocorrer em conjunto com uma série de distúrbios musculoesqueléticos hereditários, como a síndrome de Marfan e a escoliose congênita.

Sintomas do pectus excavatum

Além da característica depressão na parede torácica, o pectus excavatum pode causar sintomas ao comprimir o coração e os pulmões. Esses sintomas incluem:

  • Falta de ar;
  • Dor no peito;
  • Palpitações;
  • Fadiga;
  • Redução da tolerância ao exercício. 

Em alguns casos, a proximidade do esterno com a artéria pulmonar pode causar sopro cardíaco. Em atividades cotidianas comuns, uma pessoa com pectus excavatum pode não apresentar sintomas, mas com exercícios intensos, os sintomas geralmente aparecem. 

Independentemente da gravidade, a deformidade estética associada ao pectus excavatum também pode resultar em problemas psicológicos relacionados à imagem corporal e à autoestima.

Diagnóstico do pectus excavatum

Embora o pectus excavatum seja geralmente evidente no exame do tórax, diversos exames podem ser realizados para determinar o impacto da condição no coração e nos pulmões. Esses incluem:

  • Exames de imagens, como radiografia e tomografia computadorizada, que demonstram o grau de compressão do coração e dos pulmões;
  • Ausculta, para análise dos sons cardíacos e torácicos para detectar o efeito da condição sobre a função cardíaca e pulmonar;
  • Ecocardiograma, para avaliar o funcionamento cardíaco;
  • Eletrocardiograma, que indica se houve desenvolvimento de arritmia cardíaca;
  • Testes de função pulmonar, que medem parâmetros respiratórios.

Tratamentos disponíveis

Casos leves de pectus excavatum podem ser tratados apenas com fisioterapia, que envolve exercícios para melhorar a postura e a expansão torácica, ou com o uso de dispositivos ortopédicos, como uma órtese a vácuo. O dispositivo cria uma pressão negativa sobre o esterno, estimulando o remodelamento gradual do tórax. Esse método é mais eficaz em pacientes jovens, cujo tórax ainda está em desenvolvimento, permitindo correções graduais.

Para casos moderados a graves, a correção cirúrgica é indicada. A cirurgia mais comum, conhecida como procedimento de Nuss, é minimamente invasiva e visa elevar o esterno afundado. Este procedimento envolve pequenas incisões em ambos os lados do tórax, a inserção de uma barra de aço curva sob o esterno e sua fixação às costelas em ambos os lados do tórax. 

Essa barra é removida cirurgicamente após alguns anos, quando a deformidade é corrigida. Outras abordagens cirúrgicas mais invasivas envolvem a remoção de segmentos das costelas para acomodar uma ou mais barras metálicas sob o esterno.

Recuperação e resultados

A correção cirúrgica do pectus excavatum geralmente resulta em melhorias significativas nos sintomas e na qualidade de vida. A cirurgia apresenta excelentes taxas de sucesso e satisfação.

A recuperação varia dependendo da idade da pessoa e do grau de depressão torácica. Após a cirurgia, a maioria das pessoas recebe alta hospitalar em 3 a 5 dias e pode retornar à escola ou ao trabalho em duas a três semanas. É necessário evitar exercícios vigorosos durante o primeiro mês após a cirurgia e esportes de contato por três meses após o procedimento.

Com o uso da órtese, a melhora pode ser observada em poucos meses, especialmente quando há boa adesão ao tratamento do Pectus

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Perguntas frequentes

A seguir, relacionamos algumas perguntas comuns que surgem entre os pacientes que apresentam a condição. 

Pectus excavatum pode piorar com o crescimento?

Sim, pois como sua origem deva estar relacionada ao crescimento anormal das cartilagens costais, observa-se um aumento da deformidade com o crescimento do indivíduo.

A cirurgia é sempre necessária?

Nem sempre. O procedimento cirúrgico para correção do pectus excavatum é indicado nos casos de grande deformidade ou grande impacto na qualidade de vida.

Qual a idade ideal para operar pectus excavatum?

A idade ideal para o tratamento cirúrgico do pectus excavatum é entre os 10 e 14 anos, quando a parede torácica ainda é flexível.

Fontes:

PubMed

Medscape

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