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Entenda as causas, sintomas e tratamentos dessa condição conhecida como “peito de pombo”

Pectus carinatum é uma deformidade rara e genética da parede torácica que ocorre em cerca de 1 em cada mil crianças, sendo os meninos afetados com mais frequência do que as meninas.

Saiba mais lendo o texto abaixo.

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O que é pectus carinatum?

O pectus carinatum é uma deformidade da parede torácica na qual o esterno e as costelas são projetados para fora. A condição muitas vezes é chamada de “peito de pombo”, devido à aparência do tórax semelhante à de uma ave.

Existem dois tipos de pectus carinatum:

• Proeminência condrogladiolar: a parte média e inferior do esterno se projeta para a frente. Este tipo representa quase 95% dos casos de pectus carinatum;
• Proeminência condromanubrial: também conhecida como pectus arqueado, é um tipo raro de pectus misto em que a parte superior do esterno se projeta para fora e a parte inferior do esterno fica retraída.

Causas e fatores de risco

A causa exata do pectus carinatum não é conhecida. Embora a maioria das crianças com a condição não tenha histórico familiar, mas acredita-se que os genes possam desempenhar um papel significativo no seu desenvolvimento.

Sintomas do pectus carinatum

O sintoma mais evidente do pectus carinatum é um tórax proeminente. A condição costuma ser assimétrica (desproporcional), com um lado do tórax mais projetado para a frente do que o outro. Algumas crianças apresentam pectus carinatum em um lado do tórax e uma depressão chamada pectus excavatum no lado oposto.

Além da aparência do tórax, a maioria das crianças com pectus carinatum não apresenta sintomas, mas algumas podem sentir falta de ar ou dor no peito durante a prática de atividades físicas.

Diagnóstico do pectus carinatum

O pectus carinatum geralmente pode ser diagnosticado durante um exame físico. No entanto, o médico pode recomendar exames adicionais para detectar outras condições relacionadas.

Outros exames recomendados podem incluir:

• Raio-x: para ajudar a avaliar a presença de escoliose ou qualquer outra anormalidade óssea;
• Ecocardiograma: para ajudar a determinar se o coração está sendo afetado pelo formato da parede torácica.

Tratamentos disponíveis

O pectus carinatum é tratado de duas maneiras. Inicialmente, utiliza-se um dispositivo ortopédico externo para tratar a condição. Se o uso do dispositivo não for eficaz ou se houver uma malformação grave, realiza-se uma cirurgia para corrigir o problema. Casos leves, em geral, não exigem tratamento.

O colete torácico empurra gradualmente o esterno de volta para sua posição normal. O dispositivo envolve o tórax e exerce uma leve pressão na parte que está saliente, fazendo com que o esterno se mova lentamente para o lugar correto.

Dependendo da recomendação do cirurgião torácico, o paciente usa o colete por 12 horas ou mais por dia, durante vários meses. Uma vez atingido o grau de correção desejado, os pacientes precisam usar o colete apenas à noite para manter a forma corrigida.

Se o tratamento indicado para o pectus carinatum foi cirúrgico, o cirurgião realizará uma operação conhecida como procedimento de Ravitch. Durante esse procedimento, é feita uma incisão na parede torácica, removida a cartilagem que fica presa entre as costelas e o esterno e, em seguida, o esterno é remodelado e reposicionado.

Recuperação e resultados

As órteses torácicas costumam apresentar excelentes resultados, mas, em casos extremos, pode ser necessária cirurgia para corrigir a deformidade. Apesar das cicatrizes, o tórax da criança geralmente recupera um formato normal após esse procedimento.

A recuperação, no caso da cirurgia, exige um período de repouso e acompanhamento pós-operatório.

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Perguntas frequentes

A seguir, relacionamos algumas perguntas frequentes sobre o pectus carinatum.

Pectus carinatum pode causar problemas no coração ou pulmão?

Na maioria dos casos, o pectus carinatum não afeta diretamente o funcionamento do coração ou dos pulmões. No entanto, quando a deformidade for muito acentuada, pode haver alguma limitação respiratória ou desconforto físico.

Todo paciente precisa de cirurgia?

Não. A cirurgia é indicada nos casos mais graves ou quando o tratamento com colete ortopédico não atingiu o resultado esperado.

Qual a idade ideal para o tratamento?

O tratamento é mais eficaz durante a infância e adolescência, quando o tórax ainda está em crescimento e as cartilagens são mais maleáveis.

O uso da órtese dói?

Não. O uso da órtese pode causar um leve desconforto no início, devido à pressão exercida sobre o esterno, mas a dor tende a desaparecer após alguns dias. O que podem ocorrer, em um pequeno número de pessoas, são lesões ou irritação no local de contato com o colete.

Fontes

Cleveland Clinic

Johns Hopkins Medicine

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