Na maioria das vezes, a fratura na costela é uma condição benigna que melhora com repouso e analgésicos e tempo, mas a lesão demanda acompanhamento clínico. Se estiver associada a sangramento pleural ou instabilidade da caixa torácica, pode demandar tratamento cirúrgico.
A fratura na costela é caracterizada pela ruptura total ou parcial de um ou mais ossos que envolvem o tórax, podendo provocar dor intensa, dificuldades respiratórias e até mesmo lesões aos órgãos internos. Embora seja relativamente raro que essa condição seja séria e cause danos internos, é sempre necessário passar por uma avaliação médica especializada para identificar a extensão do problema e ser tratado de maneira individualizada.
A principal causa das fraturas de costelas é o traumatismo decorrente de acidentes de trânsito, agressão física, quedas de altura, práticas esportivas ou outras ocorrências que levam a um forte impacto na região. Na maioria dos casos, a recomposição das costelas quebradas ocorre de maneira espontânea, não exigindo tratamento específico além de repouso, mas é importante que esse processo seja acompanhado por um médico especializado em tórax.
Quais são os sintomas da fratura de costela?
Os principais sintomas de uma fratura na costela incluem:
- Dor no tórax, que piora com a respiração ou ao toque;
- Dificuldade para respirar;
- Aparecimento de hematomas no tórax;
- Deformidade dos arcos costais;
- Desconforto que piora ao tentar fazer movimentos de torção do tronco;
- Dor que piora quando o paciente tosse, dá risada ou fala.
Fatores de risco e causas
A principal causa da fratura na costela é o traumatismo resultante de um forte impacto. Diversas situações podem submeter o indivíduo a esse tipo de impacto contundente, tais como acidentes envolvendo quedas, práticas esportivas ou automóveis. Em idosos, muitas vezes um leve impacto pode fazer com que o osso seja danificado, uma vez que a estrutura óssea vai se tornando mais frágil. Importante salientar que pode ocorrer fratura espontânea de ossos longos, sendo necessário descartar a possibilidade de tumores ósseos como causa deste tipo de fratura.
Nesse contexto, é possível destacar como principais fatores de risco para a ocorrência de fratura na costela:
- Prática esportiva, especialmente quando a atividade envolve impacto (artes marciais, futebol e basquete, por exemplo);
- Idade avançada;
- Osteoporose;
- Tumores ósseos disseminados pelo corpo;
- Perda de massa muscular e óssea.
Como é feito o diagnóstico de fratura na costela?
O ideal é que todas as pessoas que passaram por algum acidente ou trauma físico intenso se submetam a uma avaliação, especialmente ao apresentar sintomas como dor no tórax, dificuldade para respirar, febre ou tosse com sangue. O diagnóstico da fratura de costela é feito com base na avaliação física do paciente, que deverá relatar os sintomas e o trauma sofrido.
A confirmação da fratura é feita a partir de uma radiografia de tórax, um exame essencial para identificar os locais da lesão, entender quais costelas foram afetadas e acompanhar outras possíveis complicações associadas à fratura. Dependendo das condições encontradas, o médico pode solicitar exames complementares como ultrassonografia ou tomografia de tórax.
Quando a fratura na costela é grave?
A gravidade depende do mecanismo de trauma. Acidentes domésticos são causa importante de fratura de costelas e não costumam ser graves. Contudo, pode haver perfuração dos pulmões, pneumotórax ou hemotórax, que necessitem algum tipo de intervenção. A drenagem pleural é o tratamento mais comum e fraturas alinhadas com bom controle de dor são tratadas de maneira conservadora. Todavia, a dor crônica constitui um importante fator para pior qualidade de vida e dificuldade no retorno ao trabalho e atividades normais.
Quais são os tratamentos indicados?
Na maioria dos casos, uma fratura na costela é tratada a partir de metodologias conservadoras que incluem apenas o uso de medicamentos para alívio da dor e repouso, permitindo que o próprio organismo se encarregue de curar a lesão. Não é recomendado imobilizar o tórax ou fazer uso de cintas ou faixas ao redor do tórax, pois isso pode dificultar a expansão dos pulmões e causar falta de ar. O período de recuperação plena, no entanto, pode demorar muito e dores crônicas podem impedir o retorno ao trabalho e atividades habituais.
Fraturas desalinhadas e dor torácica de difícil controle constituem indicações para o tratamento cirúrgico com fixação das fraturas de costelas. Nos últimos anos, houve desenvolvimento de diversos materiais e técnicas que tornaram esse tipo de tratamento mais eficiente. O benefício para o paciente é inquestionável, com recuperação mais rápida, menos complicações respiratórias e melhor controle da dor, com retorno breve ao trabalho e atividades prévias. A indicação cirúrgica deve ser criteriosamente avaliada por uma equipe médica especializada em cirurgia de tórax, que poderá identificar se a intervenção é a melhor metodologia de tratamento para o caso.
Para saber mais sobre o tratamento para fratura de costelas, entre em contato com os profissionais da clínica TxTórax.
Fontes:
Manual MSDTxTórax